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Riscos da Desinsetização ao Homem

Os inseticidas são compostos letais aos insetos mesmo em baixas concentrações. Assim como os herbicidas (substâncias que interferem com os constituintes morfológicos ou sistemas bioquímicos de plantas, provocando efeitos morfológicos ou fisiológicos, podendo levá-las à morte parcial ou total) e fungicidas (são produtos utilizados no controle de fungos fitopatogênicos), os inseticidas constituem uma das classes de agrotóxicos. O impacto do uso de agrotóxicos sobre a saúde humana é um problema que tem merecido atenção da comunidade científica em todo o mundo, sobretudo nos países em desenvolvimento.

Entre os grupos profissionais que tem contato com os agrotóxicos, encontram-se:

- Trabalhadores da agropecuária
- Trabalhadores da saúde pública
- Trabalhadores de empresas desinsetizadoras (dedetizadoras)
- Trabalhadores de transporte e comércio
- Trabalhadores das indústrias de formulação e síntese

A pele é o principal órgão exposto durante as pulverizações dos agrotóxicos e, portanto, dos inseticidas em geral. O contato pode ocorrer durante a elaboração das caldas ou, ainda, durante o manuseio, limpeza do equipamento de pulverização e durante o descarte de embalagens. Os piretróides, quando manuseados incorretamente, podem entrar em contato com os olhos e com a pele, causando irritações. Caso uma pessoa entre em contato com algum inseticida, é recomendado procurar uma unidade de assistência toxicológica, como o CEATOX.

O risco dessa exposição à saúde depende de fatores como:

- A toxicidade do produto em humanos
- As condições da exposição
- Os níveis de exposição ocupacional

Embora a pele seja a principal via de contaminação dos trabalhadores envolvidos na aplicação de agrotóxicos, a via inalatória pode ser importante para produtos altamente voláteis ou que apresentam baixa absorção pela pele.

É importante ressaltar que a exposição ocupacional que ocorre em todas as etapas de formulação, manufatura e aplicação envolve o contato com misturas complexas de produtos químicos, ingredientes ativos e subprodutos utilizados nas formulações como impurezas, solventes, e outros compostos, que podem ser tão ou mais tóxicos que o próprio ingrediente ativo.

Os agrotóxicos são classificados conforme a toxicidade do ingrediente ativo e nas formulações presentes nos produtos. De maneira geral, os produtos sólidos são considerados menos perigosos que os líquidos. Um produto sempre será classificado em uma classe mais restritiva se apresentar uma dose necessária, em mg/kg de peso corpóreo, para matar 50% de uma população de animais (DL50 dérmica), sendo incluído em uma classe mais restritiva que a DL50.

Os inseticidas podem determinar três tipos de intoxicação: aguda, subaguda e crônica. A intoxicação aguda é aquela na qual os sintomas surgem rapidamente algumas horas após a exposição excessiva, por curto período, a produtos extremamente ou altamente tóxicos. Pode ocorrer de forma leve, moderada ou grave, dependendo da quantidade de inseticida absorvido.

Os sinais e sintomas são nítidos e objetivos. A intoxicação subaguda ocorre por exposição moderada ou leve a produtos altamente tóxicos ou medianamente tóxicos e tem aparecimento mais lento. Ossintomas são subjetivos e vagos, tais como dor de cabeça, fraqueza, mal-estar, dor de estômago e sonolência, entre outros.

A intoxicação crônica caracteriza-se por surgimento tardio, em meses ou anos, por exposição pequena ou moderada a produtos tóxicos ou a múltiplos produtos, podendo causar danos irreversíveis, como paralisias e neoplasias.

Um dado preocupante referente ao uso de agrotóxicos é o baixo índice de escolaridade dos trabalhadores rurais brasileiros, que torna esse grupo altamente suscetível aos riscos de acidentes com agrotóxicos. A maioria dos trabalhadores (64%) não le os rótulos dos agrotóxicos que utilizam e/ou não usam de maneira adequada os equipamentos de proteção.

Há várias ações que podem ser tomadas com o objetivo de diminuir os casos de intoxicações por agrotóxicos como:

1. Eliminar os produtos com maior toxicidade;
2. Substituir por produtos alternativos menos tóxicos e igualmente eficientes;
3. Utilização de equipamentos aperfeiçoados que permitam a redução nas aplicações;
4. Isolar a população do perigo;
5. Rotular adequadamente os produtos e treinar os aplicadores quanto ao uso seguro;
6. Promover uso de equipamento de proteção pessoal;
7. Implantar medidas administrativas de controle.

De maneira geral, é necessário reduzir a disponibilidade e o uso de pesticidas, considerando que essas medidas teriam um impacto positivo quanto aos casos de acidentes pessoais ou mesmo tentativas de suicídio, além de resultar em menor risco ocupacional e ambiental.

Os atuais mecanismos de vigilância são inadequados para caracterizar os potenciais problemas de exposição tanto em relação ao uso de agrotóxicos, quanto ao surgimento de doenças relacionadas a eles. Portanto, é recomendável a limitação da exposição a esses produtos químicos e a utilização de produtos com menor toxicidade ou métodos alternativos não químicos que tenham boa eficácia no combate a insetos, como as baratas.

 
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