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Métodos de Controle para Baratas
Combate às baratas sem o uso de Inseticidas
O impacto do uso dos inseticidas no meio ambiente
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Controle Biológico
Curiosidades sobre as Baratas


 
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Métodos de Controle para Baratas

As pragas urbanas podem ser prevenidas ou controladas por métodos químicos ou métodos não químicos. O termo popular “pragas” refere-se aos animais que podem de alguma forma interferir negativamente na vida do homem. Normalmente é um conceito econômico e não biológico.

O controle através do método químico requer muita atenção, pois envolve a manipulação de princípios ativos e exige conhecimentos técnicos e cuidados de segurança. Assim, aconselha-se que somente pessoas treinadas e competentes realizem esse serviço.

Recomenda-se utilizar o método químico (também chamado de controle químico), apenas em casos em que houver garantias de evitar re-infestação e o mínimo de contaminação e intoxicação, tanto humana quanto animal.

Esse método traz bons resultados em curto prazo, podendo ser classificado em medida direta, pois age diretamente no animal, ao contrário da medida indireta, onde o local em que o inseto vive é modificado para um ambiente desfavorável para os insetos.

O método químico, no entanto, tem sua eficácia em longo prazo questionável. Além de poder trazer possíveis prejuízos à saúde, pode causar danos ao meio ambiente e provocar um crescimento desordenado da população de pragas (em casos de reinfestação), o que gera um número maior de animais resistentes aos praguicidas aplicados.

Quando esse controle é utilizado, geralmente aumenta-se o número de aplicações e dosagens dos praguicidas. Assim, o combate efetivo às causas primárias normalmente é esquecido e toda a expectativa de sucesso do controle fica baseada apenas no número e no tipo de aplicações, o que gera um círculo vicioso.

A composição dos venenos para o combate das pragas é constituída de diversos produtos químicos, e sua aquisição deve ser sempre muito bem planejada, já que existe uma grande variedade de produtos. A escolha do veneno adequado depende das características do local em que será aplicado e da praga que se deseja controlar.

Dentro do método químico, existem outros métodos que diferem quanto ao meio de aplicação do produto, que também varia conforme a praga a ser combatida, além das condições do ambiente infectado. Os métodos comumente utilizados para pragas urbanas são: pulverização de inseticidas e utilização de iscas venenosas.

A estratégia para o controle químico de baratas consiste na aplicação de inseticidas nos ambientes de infestação ou próximo a eles. Adultos e ninfas que se abrigam em ninhos, ou aqueles que se expõem ao ambiente, tem contato com o inseticida através da superfície. A dose, geralmente letal, é transferida para o corpo através das pernas e dos apêndices bucais.

Os mais modernos inseticidas matam instantaneamente por envenenamento do sistema nervoso ou do sistema digestório do inseto. Em geral, apenas uma pequena dose é o suficiente para matar a ninfa ou o animal adulto.

Há varias formulações e diversos métodos de controle, incluindo aplicações a pó e líquidas, na forma de concentrados emulsionáveis ou pó molhável (próprio para diluição), em que o inseticida recebe um agente molhante, substância de elevado grau de absorção a fim de permitir que na mistura com água, forme suspensões dotadas de grande estabilidade. Essa formulação contém, geralmente, de 20 a 80% de princípio ativo.

Alguns produtos que não se adaptam às formulações líquidas por falta de um solvente adequado são preparados como pós molháveis para mistura com água. Também existe a aplicação de iscas. Elas devem ser colocadas em locais estratégicos e em quantidade suficiente para que as baratas encontrem o alimento durante o seu percurso.

A duração do inseticida depende, em certa medida, do substrato e das condições ambientais. As baratas não compartilham o alimento obtido com seus semelhantes, por isso as iscas atingem os insetos individualmente. Portanto, para serem efetivas, as iscas devem ser postas em uma variedade alimentar e ser distribuídas em diversas regiões do recinto.

O uso de inseticidas líquidos ou em aerossóis tem sido um controle padrão. As aplicações com formulações em pó tem tido um resultado efetivo, pois a atividade residual desse material dizima qualquer suspeita de ocupação do inseto. Produtos em pó como o aerogel de sílica e acido bórico (veneno estomacal) tem sido efetivo quanto aplicado durante e depois nas construções civis. Para uso mais efetivo do inseticida líquido, em pó ou gel, a aplicação deve ser feita em fendas ou frestas. Dentre esses produtos químicos, alguns são encontrados no comércio, para outros, a venda e utilização é proibida em todo o território nacional (portaria nº 329, de 02 de setembro de 1985), como no caso dos compostos organoclorados (grupo de praguicidas responsável por causar graves efeitos colaterais advindos de sua longa persistência no ambiente e na magnificação biológica), ou seja, aldrin, BHC, DDT, lindani, pentaclorofenol dentre outros. Dos compostos que são destinados às baratas, a composição química, modo de ação e outros detalhes são apresentados a seguir:

Anidro Arsenioso

Também conhecido como óxido arsenioso e trióxido de arsênico, sua fórmula bruta é As2O3. Em solução, transforma-se em ácido arsenioso H3AsO3, que em combinação com bases, formam uma série de sais denominados arsenitos. O anidrido arsenioso é um branco, parcialmente solúvel na água, e por isso não deve ser aplicado em plantas por provocar a “queima” das folhas. Seu uso se limita ao preparo de iscas.

Fluoreto de Sódio

A substância pura é um pó branco, solúvel em água à temperatura ambiente na proporção de 4% e sua fórmula bruta é NaF. Para combater as baratas, espalha-se o pó nos locais mais procurados pelos insetos e, quando estes passam pela superfície polvilhada, as partículas aderem às suas pernas e, assim que procuram se limpar com o auxilio das peças bucais, as baratas ingerem o veneno. Outra maneira é misturar o fluoreto em alimentos (iscas) destinados a alimentação das mesmas.

DDT

Diclorodifeniltricloroetano (C14H9Cl5), conhecido como DDT, age por “contato” e “ingestão”. É sólido, branco e cristalino e insolúvel na água, ácidos minerais e álcalis diluídos. O DDT puro quase não apresenta odor, mas o produto técnico é, em geral, bastante aromático. O inseticida é bastante solúvel, à temperatura ordinária, nos seguintes solventes orgânicos: benzol, clorofórmio, ciclo-hexanona e querosene e sua solubilidade aumenta bastante com a elevação da temperatura. O DDT é muito sensível à ação dos corpos alcalinos, perdendo ácido clorídrico e transformando-se em substância inativa. Ao mesmo tempo, pode-se dizer que é um dos inseticidas de poder residual mais longo que se conhece, pois é estável com relação a calor e luz. O modo de aplicação se dá por polvilhamento e pulverização. As marcas disponíveis no mercado são: Detenol, Gesarol, Niatox, etc.

Lindane

O modo de ação do inseticida se dá por contato, ingestão e fumigação. Sua fórmula bruta é C6H9Cl6. É uma substancia sólida, branca, cristalina, solúvel no benzeno acetona e outros solventes e sua produção é de real interesse, pois é um inseticida com 99%, no mínimo, de isômero gama do BHC (composto organoclorado de notável poder inseticida). Ou seja, possui algumas vantagens como: a) não tem odor desagradável, o que possibilita seu uso nos lares; b) em geral, não altera o gosto e odor das plantas e frutos polvilhados ou pulverizados; c) tem ação fitotóxica mais baixa; d) tem menor efeito acumulativo no solo; d) é menos prejudicial às bactérias e outros microorganismos. Contudo, no Brasil, o seu largo emprego não é possível, pois é um produto bem mais caro, menos eficaz e de ação mais lenta que o BHC, este resolve grande parte dos problemas dos agricultores e, por último, outros tóxicos de descoberta mais recente vem substituindo tanto o BHC quanto o Lindane.

Clordane ou Octaclorado

O modo de ação do inseticida se dá por contato, ingestão e fumigação (inalação). Sua fórmula bruta é C10H6Cl8. O clordane técnico é liquido escuro, cor de âmbar, muito viscoso, de cheiro agradável, semelhante a cedro; insolúvel em água, mas solúvel nos solventes orgânicos comuns (querosene, xilol, óleos miscíveis, éteres, ésteres, etc.). Pode ser usado em polvilhamento e pulverização. Sendo que os de polvilhamento são geralmente comercializados em 5% ou 10% para pó, ou 40% ou 50% para pós molhados.

Sua ação baraticida é notável: uma simples aplicação numa casa pode torná-la livre de baratas por 3 meses ou mais. Para proteger as residências por muito tempo, há necessidade das preparações serem soluções de querosene.

Clortiom

O modo de ação se dá por contato, ingestão, fumigação e ação de profundidade. Sua fórmula bruta é C8H9ClNO3PS (tiofosfato de dimetil-cloro-nitrofelina). O clortion técnico é um liquido viscoso, pardo-amarelado, de odor característico, não inflamável a temperatura ordinária. É miscível no benzeno, alcoóis, éteres, etc e insolúvel em água e é empregado em polvilhamento, pulverização e usado em concentração de 0,025% a 0,050%.

Dursan

O modo de ação do inseticida se dá por contato, ingestão, fumigação e ação de profundidade. Sua fórmula bruta é C9H11Cl3NO3PS. O produto técnico aparece sobre a forma de cristais brancos e é solúvel na cetona, benzeno, clorofórmio, etc. e insolúvel na água, sendo estável em condições normais de armazenagem. Também apresenta estabilidade em formulações aquosas neutras ou ácidas levemente acima da temperatura normal; a instabilidade, por sua vez, aumenta com a temperatura e em meio alcalino. A absorção na pele é insignificante, não oferecendo problema, porém, causa leve irritação nos olhos. O Dursan combate muito bem as várias espécies de baratas caseiras.

Fenclorfos

Inseticida não sistêmico nas plantas, mas com atividade sistêmica em animais. Sua fórmula bruta é C8H8Cl3O3PS. O produto técnico é um pó cristalino, de coloração branca a parda, praticamente insolúvel na água e solúvel na maioria dos solventes orgânicos. Estável a temperatura ordinária e instável em meio alcalino. Não se recomenda para as plantas em geral, pois é fitotóxico.

Arprocarbe

O modo de ação do inseticida se dá contato e ingestão. Sua fórmula bruta é C11H15NO3. A substância ativa é pó branco, cristalino e possui leve odor semelhante ao do fenol. A estabilidade do inseticida ativo é boa em todas as formulações. Em meio alcalino, porém o material se decompõe. Contra os insetos o efeito é rápido e seu poder residual é levemente longo. O Arprocarbe é usado em polvilhamento, pulverização e sob a forma de iscas. O mercado brasileiro apresenta os seguintes produtos: a) concentrados emulsionáveis: tem 20% de inseticida e 80% de solventes e emulsionáveis; b) soluções concentradas: tem 1% de arprocarbe, 0,5% de diclorvos e 98,5% de solvente; c) aerossóis: tem 1,5% de arprocarbe, 0,5% de diclorvos e 98% de propelentes e solventes.

Carbaril

O modo de ação do inseticida se dá por contato e ingestão. Sua fórmula bruta: C12H12NO2. A substância ativa pura é sólida, cristalina, branca, inodora. O produto técnico tem 95% ou mais da substância ativa. É também praticamente insolúvel na água e pouco solúvel em vários solventes orgânicos comuns, o que impede a formulação de concentrados emulsionáveis. Em condições normais é estável à hidrólise, luz e calor. Em meio alcalino é rapidamente hidrolisado, perdendo assim seu efeito inseticida e é usado em polvilhamento e pulverização. Existem dois tipos de produtos no mercado: em pó, com concentração de 5 a 7,5%; e pós molháveis, com 85% de carboril. Estes são empregados em pulverização de 0,085% a 0,15% de inseticida. Quando é empregado em doses normais não é fitotóxico, mas em dosagens fortes pode atuar como herbicida, no entanto, com relação ao homem e a outros animais é pouco tóxico.

No entanto, é preciso cuidado ao uso indiscriminado de praguicidas, o que gera efeitos colaterais. Falhas nas técnicas de aplicação, uso de equipamentos inadequados ou falta de seleção criteriosa dos princípios ativos podem levar a reduções aparentes de focos, que ressurgem após períodos de descontinuidade dos cuidados iniciais.

Concentrações dos produtos fora do recomendado pelos técnicos acarretam, em longo prazo, a adaptação das pragas aos efeitos tóxicos. Um rodízio tecnicamente programado de princípios ativos também ajuda para que isso não ocorra.

Os aplicadores dos produtos precisam de acompanhamento médico, treinamento regular e específico, além de conscientização sobre os riscos de contaminação de produtos e ambientes, assim como os próprios riscos, em casos de eventuais procedimentos incorretos.

Além disso, deve-se prever: proteção com equipamentos, clima, tempo de permanência do princípio ativo das áreas, periodicidade mais adequada, uso de produtos legalmente indicados e sua toxicidade, seleção correta de empresas idôneas e tecnicamente aptas, descarte de embalagens, etc.

O controle químico, juntamente com o método indireto, tem papel complementar às orientações de limpeza e higiene para o controle das pragas.

 
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